A Arte de Matar Galinhas


A arte de matar galinhas é uma cena-jantar que se passa dentro de uma cozinha, onde um cozinheiro misterioso (Igor Epifânio) é colocado em uma situação inusitada: Precisa dar uma aula sobre nossa herança alimentar, enquanto prepara uma refeição para aquelas pessoas. O que seria comida de verdade? O prazer da alimentação deve ser desprezado? Existe uma comida certa? Qual a importância de um curso como esse? Essas e muitas outras questões são discutidas com ironia e humor entre pães, vinhos, uma galinha viva e uma deliciosa canja, preparada em tempo real, junto ao público. São sabores e pensamentos que extrapolam os limites dos pratos e da própria cozinha, lançando essa temperada discussão para muito além da nutrição. Numa época em que todos nós estamos cada dia mais isolados, comendo sozinhos e calculando calorias de cada alimento, A arte de matar galinhas faz o público pensar – e degustar – algumas das melhores possibilidades do ritual de encontro onde o paladar, a conversa, o tempo, o olhar e o pensamento próprio estão no menu do dia. O cozinheiro interpretado por Igor Epifânio tem uma livre inspiração no protagonista do livro O Idiota, de Dostoievski. O texto é assinado por Aldo Marcozzi e Daniel Dourado. Marcelo Souza Brito é o Diretor Colaborador. A arte de matar galinhas é um dos solos que integram o projeto “Um piano, o bolero e a galinha”, juntamente com “Parece Bolero” e “L. recebe”.



Igor Epifânio. Foto Márcio Lima

Ficha Técnica:

ARTE DE MATAR GALINHAS
Com Igor Epifânio
Dramaturgia:
Aldo Marcozzi e Daniel Dourado
Diretor colaborador:
Marcelo Souza Brito
Consultoria gastronômica e concepção das mesas: Kátia Najara
 Desenho de luz: Ferna Almeida
Trilha Sonora:
Matheus Augusto
Pintura Corporal:
Shandra Andere
Duração:
80 minutos